Para integrar pagamento Pix com IA, o assistente precisa de duas coisas: a referência certa da API e regras claras de segurança. A xFlow já publica a referência num formato feito para isso, o llms.txt. As regras, você escreve no pedido. A xFlow não tem plugin nem integração própria com Cursor, Claude, Lovable, v0 ou Bolt: você entrega o texto como contexto, como faria com qualquer documentação.
O que é o llms.txt da xFlow
É a documentação da API Pix em texto puro, no padrão llms.txt, publicada para que assistentes de IA ajudem a integrar. Num único arquivo, ela traz o que um modelo de linguagem precisa para não inventar:
- a base
https://app.xflowpayments.com/api/v1e a autenticação HTTP Basic (chave pública como usuário, segredo como senha); - valores sempre em centavos, como inteiros;
- o modo de teste com chaves
pk_test_e o endpoint de simulação de pagamento; - cobrança, consulta, listagem, split, saldo, saque e estorno, com exemplos de requisição e resposta;
- os códigos de erro e os webhooks assinados com HMAC-SHA256;
- o que ainda não existe na API, como cartão e checkout hospedado.
A documentação completa tem o mesmo conteúdo em página, com exemplos em cURL e Node.js. Para o assistente, o llms.txt é o ponto de partida.
Como passar a documentação para cada ferramenta
API Pix no Cursor e em editores com IA
Em editores com IA, como o Cursor, salve o llms.txt como arquivo do projeto e cite esse arquivo no pedido:
curl --create-dirs -o docs/xflow-llms.txt https://app.xflowpayments.com/llms.txtAssim a referência fica no projeto, à mão a cada pedido. Quando a documentação mudar, baixe o arquivo de novo.
Claude e a API Pix
Em assistentes de conversa, como o Claude, anexe o arquivo ou cole o texto do llms.txt na conversa antes do pedido. Se a ferramenta que você usa abre links, passe também a URL da documentação. Peça o código na sua linguagem e compare com os exemplos da API Pix em Node.js, PHP e Python, que seguem a documentação.
Lovable, v0 e Bolt: pagamento Pix em apps gerados por IA
Em ferramentas que geram o app a partir de um prompt, como Lovable, v0 e Bolt, cole no prompt as seções do llms.txt que você vai usar: autenticação, criar cobrança e webhooks. Diga com todas as letras onde cada parte roda:
- a chamada à API fica numa função de servidor ou rota de backend, nunca no código que roda no navegador;
- o segredo fica numa variável de ambiente ou no cofre de segredos da plataforma;
- o navegador recebe só o
pix.copyPastee opix.qrCodeBase64para mostrar ao cliente.
O webhook precisa de uma URL https:// pública. Cadastre a do app publicado, não um endereço local.
Prompt de exemplo
Adapte a stack e os nomes, mas mantenha as regras:
Use como referência única a documentação da API Pix da xFlow em
docs/xflow-llms.txt (https://app.xflowpayments.com/llms.txt).
Não invente endpoints nem campos que não estejam nela.
Stack: Node.js com Express (troque pela sua).
1. Crie a rota de servidor POST /api/pagar, que chama
POST https://app.xflowpayments.com/api/v1/charges com HTTP Basic
(usuário XFLOW_PUBLIC_KEY, senha XFLOW_SECRET_KEY, lidos de
variáveis de ambiente). Valor em centavos, inteiro. Envie
Idempotency-Key e external_reference com o id do pedido.
2. Devolva ao navegador só id, pix.copyPaste e pix.qrCodeBase64.
3. Crie a rota POST /api/webhooks/xflow. Valide o header
x-webhook-signature: "sha256=" + HMAC-SHA256 do corpo cru com
XFLOW_WEBHOOK_SECRET, comparação em tempo constante. Responda 401
se não bater. Dê baixa só em transaction.paid com livemode true,
sem processar o mesmo evento duas vezes.
4. Trate 400, 401, 409 e 429 (respeite o header retry-after).
5. Use chaves de teste e mostre como simular o pagamento com
POST /api/v1/test/charges/{id}/pay.Cuidados com o código gerado
- Segredo só no servidor. Procure
sk_live_esk_test_em todo arquivo que vai para o navegador e no repositório. Não cole o segredo real na conversa com o assistente. - Revise contra a documentação. Confira cada endpoint, campo e status. Um detalhe que confunde: na criação o valor se chama
amountCents, mas no webhook ele chega comoamount. Se o assistente inventou um campo, a API responde400 validation. - Valide a assinatura do webhook. O HMAC é calculado sobre o corpo cru. Código que faz
JSON.parseantes de validar quebra a assinatura. O passo a passo, com exemplos, está em webhook Pix. - Filtre o modo de teste. Eventos do sandbox chegam com
livemode: false. Nunca libere um pedido real com base neles. - Teste antes de ir ao ar. Rode o fluxo inteiro com chaves de teste, inclusive os erros. O roteiro está em API Pix sandbox.
- Desconfie de recursos que não existem. Se o código gerado tratar cartão ou checkout hospedado, ele não segue a API atual.
Quando algo falhar, use o request_id que vem em toda resposta: ele localiza a chamada em Integrações > Logs da API. O caminho completo da integração está em Desenvolvedores.
E se você não quer escrever código
O mesmo fluxo de cobrança e webhook pode ser montado em ferramentas de automação, com os recursos genéricos de requisição HTTP e webhook de cada uma. Veja os guias de Pix no n8n, Pix no Zapier e Pix no Make.
Perguntas frequentes
O que é o llms.txt da xFlow?
É a documentação da API em texto puro, no padrão llms.txt, publicada para que assistentes de IA ajudem a integrar. Fica em app.xflowpayments.com/llms.txt e cobre autenticação, modo de teste, cobranças, split, saldo, saques, estornos, erros e webhooks.
Posso colar o segredo da API na conversa com a IA?
Não. Use marcadores como sk_test_... no prompt e coloque o segredo real você mesmo numa variável de ambiente do servidor. O assistente não precisa conhecer o valor para escrever o código.
A IA pode gerar uma integração com cartão na xFlow?
Não deveria. Hoje a API atende Pix: cobrança, estorno total e saque. Cartão e checkout hospedado ainda não estão na API. Se o código gerado chamar endpoints de cartão, ele está errado.
A xFlow tem integração própria com Cursor, Claude, Lovable, v0 ou Bolt?
Não. O caminho é o mesmo em qualquer ferramenta que aceite texto como contexto: entregar o llms.txt, pedir a chamada à API no servidor e revisar o código antes de publicar.